28 março 2010

O imprevisto


























Então hoje, não sei porquê apeteceu-me fazer um post um bocado mais sério, se bem que da intenção à concretização ainda vai um bocado e o mais certo é chegar ao final e pensar "está uma bela merda, como de costume", mas pronto, são coisas que acontecem.
Depois de umas boas horas passadas desde que me lembrei do tema para este post e depois de já me ter deitado por umas 5 horas é possível que metade do assunto tenha evaporado, é o que dá não ter sempre papel e caneta, se bem que muito provavelmente, no estado em que estava, também não fosse sair dali nada que se aproveitasse.
As nossas vidas estão cheias de rotinas e rituais que nos prendem ao "socialmente aceitável" porque no fundo todos sofremos de desejabilidade social (em alguns é patológica, é só essa a diferença). Claro que alguns nasceram para criar e impor regras e outros têm o dom de as quebrar sempre que possível, mas todos acabamos por cumprir com algumas coisas que a sociedade espera e com outras que acabamos por impor a nós próprios. Não quero eu com isto dizer que somos todos extremamente rígidos e vivemos enjaulados naquilo que são as imposições feitas, mas todos nós temos rituais que respeitamos mais ou menos à risca. Todos nós criámos objectivos a curto ou longo prazo para nos manter vivos por corrermos atrás de algo.
Mas agora para ver se não fujo ao tema que me trouxe aqui hoje, haverá algo melhor do que fazer o imprevisto? Tal e qual o grupinho do facebook que diz "Went for coffee, got home drunk", haverá algo que nos faça sentir melhor do que ver que não fizemos o que contávamos mas o que nos apeteceu, o que nos deu na real gana, o que parecia nem ser o mais certo mas ser apenas altamente? Com grande pena minha digo que não experienciei isso muitas vezes, mas que tem um sabor diferente, uma visão diferente, um cheiro diferente de uma mesma manhã ou de pessoas suadas da noite anterior, mas ainda completamente ligadas aos pensamentos mais ridículos e atrofiantes para se ter numa madrugada em que o cérebro já foi inundado de sons, flashs luminosos e algumas coisas que potenciam o efeito de tudo isso.
São noites/dias assim que valem a pena, não é o ir almoçar à escola ou o ir às aulas que me traz alegrias, é agir de acordo com a vontade do momento, é aceitar o imprevisto com curiosidade e bom senso.


Pronto esta é a fase em que dizem "bela merda realmente", prometo anuir.
















22 março 2010

Amigos por...


"Os amigos são a família que escolhemos" é o que dizem, na maior parte dos casos é uma grande verdade, eu tenho imensos conhecidos mas amigos não são muitos e eu prefiro que assim seja.
Não que se possa dizer que use os melhores métodos de selecção mas cada um tem os seus.
Depois também há as pessoas em quem tropeçámos e acabam por se tornar grandes amigos. Outros há que nem nunca se sabe muito bem porque se mantém aquela amizade mas vai-se tentando e deixando andar, esses são os amigos por pena.
Quanto a estes últimos não ou pôr-me a divagar porque não vale a pena, o que tenho para dizer é bem simples e sucinto. Quando se perde a pena, deixam-se cair por terra os amigos por pena, porque se deixa de ter uma razão para manter essa amizade. E é bem assim que isto funciona, todos sabem do que estou a falar, todos têm tiveram ou foram amigos por pena.